Eu, cavalo

5 jul • A Vida como ela foiNenhum comentário em Eu, cavalo

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A propósito de gírias perdidas, alvo de nota na edição de ontem do blog, o jornalista Paulo Burd opina que a palavra “gaita” para dinheiro pode derivar do lunfardo (gíria para malandro da antiga Buenos Aires) “guita”, usado pro vil metal. Guita deriva de “guitarra”, aquela maquininha que fabrica dinheiro falso.

Bom de gancho como é, Burd aduz outro comentário. “Por falar em lunfardo, muita coisa que os hermanos hablan foi contrabandeada para cá e algumas usadas aqui foram contrabandeadas pelo lado de lá. Dou força e pago Brahma, outra expressão que se perdeu nas brumas do tempo.

Verdade é. E vou mais longe. O maior complexo do gaúcho, especialmente cantores e compositores nativistas, é que se fale português e não espanhol no Rio Grande do Sul. De fato, a língua espanhola é muito mais musical, carrega emoções, que a nossa jogou fora ou nunca teve.

Por isso que a ideia de criar um país formado pelo Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina é tão forte na gauchada. Vai longe o tempo em que o jornalista Justino Martins, da revista Manchete, repetia que o maior sonho do gaúcho era ser cavalo ou avião da Varig.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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