De metros a milímetros

26 set • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em De metros a milímetros

De dois ou três dias para cá um raciocínio novo vem se apossando de corações e mentes, especialmente estas últimas porque mais analíticas são. Jair Bolsonaro avança milímetros em relação aos saltos anteriores enquanto Fernando Haddad cresce mais. Dá para dizer que o capitão está a perigo.

Me engana que eu gosto

Todas as pesquisas indicam que Bolsonaro perderia para o candidato petista no segundo turno, perderia até para Geraldo Alckmin. Ora, se diante disso tudo e ainda levando em conta que ele tem em torno de 40% de rejeição, é claro que o panorama visto da ponte não é exatamente risonho e franco mais adiante.

E tem mais

É bem possível que parcela das intenções de voto atribuídas a Bolsonaro sejam de antipetistas, na base do “qualquer um menos um deles”. Somando-se a essa salada o fato de que um porcentual considerável ainda não decidiu seu voto, e que estão esperando a hora final para se decidir, o segundo turno fica bem nebuloso. E se Fernando Haddad quiser largar foguetes, é bom esperar mais um pouco.

As migrações

Essa massa de indecisos e até parte dos brancos e nulos pode dar uma turbinada em Ciro Gomes ou em Geraldo Alckmin, não necessariamente nesta ordem. Motivo: quem vota em Haddad já anunciou seu voto. Vamos chamar essa camada de desiludidos, mas não desiludidos radicais. Em resumo, o quadro polarizado pode se alterar drasticamente. Pode.

Considerações do “se”

Com exceção do Rio de Janeiro, o Rio Grande do Sul foi a unidade da Federação que menos empresas criou entre 2002 e 2006, com acréscimo de apenas 40,6% contra 60,2% da média nacional. Os números foram apresentados pelo presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL), Vitor Hugo Koch. Seriam 345 mil empregos se estivéssemos na média nacional.

A falta que eles fazem

Embora não se possa modificar o passado, cujo presente é “se”. Com base nos mesmos números, extraídos do RAIS do Ministério do Trabalho, o aumento do número de empresas representaria R$ 3,8 bilhões em impostos, que diminuiria em 56% o déficit previsto para 2018.

Conexões de negócios

Os dados foram apresentados no programa Conexões de Negócios do Jornal do Comércio, que publica na edição de hoje matéria sobre o evento. Participaram do debate também Sebastião Ventura (Federasul) e Paulo Kruse (Sindilojas Porto Alegre).

Leia

José Gregori ex-ministro Direitos Humanos de Fenando Henrique Cardoso deu longa entrevista ao Valor Econômico. Muito interessante. Não para se concordar com todas as suas teses, mas dá o que pensar: http://ow.ly/Ispx30lYlc5.

Jornal do Comércio

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