Cara ou coroa

4 jun • A Vida como ela foiNenhum comentário em Cara ou coroa

Andam dizendo que uma das vantagens do avanço da tecnologia é que agora não somos obrigados a aguardar horas em salas de espera folhando revista velhas e esfarrapadas. Estas publicações praticamente desapareceram destes ambientes. Todo mundo fica focado no smartphone, zapeando as redes sociais. Olha, não que eu seja um frequentador assim tão assíduo de salas de espera, mas peço vênia para divergir pelo menos no que diz respeito a consultórios médicos.

A Caras é imbatível, no meu entendimento. Desde que ela nasceu, em setembro de 1995, passou a ser comprada por médicos e dentistas para entreter pacientes. Eu me amarro na Caras, quero mais que meu smartphone não dê o ar da sua graça. Essa revista é um excelente antídoto para os dias feios que vivemos.

Para começar, só tem gente bonita, belas fotos, mulheres especiais e, uma proeza da editora, dá a idade de todos que apareçam em fotos ou textos. Ao contrário da revista, o smartphone dá mais notícias ruins que boas, a não ser que você fique jogando games ou coisa que o valha.

No passado, quando muito os esculápios colocavam nas salas de espera almanaques. O mais comum era o Almanaque do Correio do Povo, com piadas, textos curiosos, e o indefectível “Você sabia que…” Quando muito, uma edição antiga da revista O Cruzeiro, mas só depois que o doutore toda a sua família, incluídos parentes em terceiro grau a tivessem folheado pelo menos uma dúzia de vezes.

Já que os almanaques desapareceram, longa vida à Caras.

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