Besteiras

23 out • Caso do DiaNenhum comentário em Besteiras

Um dos filhos de Jair Bolsonaro anda dizendo tanta tolice perigosa que o pai deveria colar uma fita crepe na boca do rapaz.

Controle de danos

Hoje deve sair pelo menos uma pesquisa dos institutos Ibope e Datafolha. Por ela, poderemos ter uma ideia se os torpedos da gurizada Bolsonaro atingiram ou não o casco da nau capitânea.

Malhação do Judas

A campanha eleitoral de 2018 entrará para a história como a eleição da ilógica. Reforçando o que já se praticava em disputas anteriores, vale mais bater no candidato adversário do que enaltecer o seu. Não só nas peças da propaganda eleitoral, mas nas ruas, nos cartazes e nos comícios. O resultado foi o esperado: como fermento, o oponente só fez crescer o bolo.

A história dos Caras

Durante todo o primeiro turno, Lula aparecia como sendo O Cara, enquanto Fernando Haddad fazia força para não ser O Cara. Por razões estratégicas, segundo Lula, o Infalível, foi esse o jogo jogado até que O Cara que não era ainda O Cara foi para o segundo turno.

Substituição aos 45

Rápido como estouro de bolha de sabão, O Cara I tirou o time de campo e jogou a bola para o poste fingidor, que fingia tão completamente que não era o tal que passou a acreditar nessa estranha ubiquidade, estar em dois lugares ao mesmo tempo. E como um carnavalesco se despe da fantasia, o poste fingidor desencarnou do titular e finalmente entrou em campo com camiseta de outra cor: saiu o vermelho entrou o verde-amarelo.

Cara ou coroa

Também como estouro de bolha de sabão, O Cara I sumiu do campo. Nem no banco estava, para desgosto da torcida do clube. Alguns foram até conferir se ele não estava arrolado como para disputar a partida, mas não estava. Só em espírito, e em espírito não se joga futebol. Salvo postumamente.

Chefe do cerimonial

Mas atenção: para comprovar a doidice da campanha eleitoral 2018, se O Cara II for eleito, O Cara I assume automaticamente o posto, o eleito passará a ser simplesmente o Mestre de Cerimônias. É a tal de carreira retroativa. Enfim, saberemos domingo de noite se a jogada ensaiada deu certo.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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