As canetas

17 abr • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em As canetas

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Uma caneta é uma caneta é uma caneta, parafraseando Gertrude Stein com uma rosa é uma rosa é uma rosa. A caneta do ministro Alexandre Moraes desalojou uma reportagem em que seu colega Dias Tóffoli era citado. Essa foi a primeira caneta da série. O jurista achava que ficaria por isso mesmo. Só que não.

Imagem: Freepik

A segunda caneta repercutiu como se fosse uma assinatura sonora, da qual dava para ouvir a expressão “censura” de má memória. Pensávamos que a tinta já tinha secado sem reposição de carga. Às vezes, elas voltam, como no filme sobre zumbis. Parece ser o caso.

A terceira caneta foi um bumerangue, aquele objeto de arremesso com origem em vários povos antigos mas mais famoso na Austrália, que em mãos hábeis volta ao dono caso não atinja seu objetivo. Eventualmente, ele volta e atinge em quem a arremessou. Foi exatamente isso que aconteceu com Alexandre Moraes e, por extensão com o próprio Supremo. É a versão australiana do tiro no pé. E que tiro.

Epílogo

O que ficaria circunscrito aos leitores das publicações atingidas e uma que outra notícia de rodapé – a informação em si já circulava desde o início das delações premiadas – foi revitalizada e catapultada para o mundo inteiro.

Às favas

Lembrei de outra caneta, a do então Ministro da Justiça Jarbas Passarinho ao assinar o Ato Institucional nº 5, o famoso AI-5 de 13 de dezembro de 1968, quando as coisas começaram a realmente ficar sérias neste país. Passarinho hesitou antes de pespegar seu jamegão no papel já assinado pelas autoridades presentes, mas em seguida falou uma frase que saltou para a história:

– Às favas os escrúpulos!

E assinou.

Tribunal Didático

Tribunal Didático-BBC Fotografias (153) - editada

Já está em funcionamento o Tribunal Didático, novo espaço de aprendizagem para acadêmicos da FMP – Faculdade do Ministério Público. Também está à disposição para os órgãos jurídicos do Estado realizarem audiências.

Na foto, da esquerda para a direita: o Diretor da Faculdade de Direito, Fábio Roque Sbardellotto, e o presidente da FMP, David Medina.

O bazar

O Sindilojas Porto Alegre fala que o setor bazar tem boas perspectivas de venda nesta Páscoa. Bazar! Há quantos anos não ouço falar nele. Quando as cidades ainda eram habitáveis, antes do surgimento dos Mad Max tropicalizados, havia bazares por todo o lado. Na minha lembrança, eram lojas que vendiam objetos de decoração, acho que cama e mesa também. Lembro do Bazar Central na avenida Farrapos de Porto Alegre, famosa pela amplitude de itens disponíveis. Para mim, era o ponto em que eu descia do ônibus que vinha de São Vendelino para ir na casa da tia Sílvia.

É algo proustiano. Todo mundo com mais de 40 anos já teve um bazar na sua vida. Eu tive vários porque havia um a cada quadra. Mas é um ramo do comércio que mudou de nome, e por isso me surpreendi com a volta da palavra.

O cabo do sax

sax na assembleia foto Rafael Mello do Gabinete Deputado Zucco

Foto: Rafael Mello/Gabinete Deputado Zucco

Antes do Grande Expediente alusivo ao aniversário do Exército, na sessão de ontem da Assembleia Legislativa gaúcha, o cabo Ricardo de Lima Ramires foi recebido no gabinete do deputado Tenente-Coronel Zucco, proponente da solenidade, para dar uma canja. Empunhando seu saxofone tocou músicas românticas do grupo Dire Straits a Frank Sinatra e parou o 12º andar da Assembleia Legislativa, que ouviu a sessão musical.

Crianças

Não esqueça: na sua declaração de Imposto de Renda destine 3% para o Funcriança. A declaração está mais fácil este ano para quem quiser ajudar o futuro do Brasil.

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