A monotonia da profissão

28 out • Caso do DiaNenhum comentário em A monotonia da profissão

  Sempre que posso digo aos iniciantes no jornalismo que nossa profissão é uma sucessão de rotinas. É sempre a mesma coisa, os mesmos erros, os mesmos enganos, a monotonia das repetições nas falas dos políticos, as juras dos governantes, os reinventores da roda, tudo igual. Como dizia o seu Ernesto Moser, do Chalé da Praça XV, o homem é o único animal que cai no mesmo buraco duas vezes.

  Hoje, a Federasul completa 88 anos. Fiquei matutando sobre isso. A entidade foi fundada em 1927, um ano de efervescência política, com a Revolução de 30 pintando no horizonte. Getúlio Vargas assumiu o comando, e, a pretexto de acabar com a dupla São Paulo-Minas Gerais no poder, a política café com leite, acabou centralizando ainda mais. A União é esse monstro voraz e ineficiente gerado pelo ventre de 1930.

 No meio do caminho, golpes, revoluções, constituições como a Polaca e inexequíveis como a de 1988, uma colcha de retalhos que só previu direitos e criou despesas sem as respectivas receitas. Considerando o caótico quadro atual, cá estamos nós onde sempre estivemos: parados com viés de marcha-ré.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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