A Mega das dezenas baixas

3 jan • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em A Mega das dezenas baixas

A Mega da Virada teve essa multidão de acertadores (52) porque os números (5-10-12-18-25-33) sorteados foram “baixos”, no sentido de abaixo das dezenas a partir da 40, metade do volante. É típico de quem normalmente joga pela primeira ou primeiras vezes. Este tipo de apostador joga em datas de aniversário ou mesmo por indução de não deixar em branco as primeiras dezenas. E como se fosse obrigação. Mas também pode ser capricho do computador, em caso de jogo no escuro.

O comportamento do neófito é previsível, principalmente para os de baixa renda. Observa-se isso nas lotéricas. Ele vem com um volante na mão e de forma tímida pergunta como se joga, ou vem com o volante preenchido de casa, mas sempre o segurando como se fosse dinheiro grosso, entre os dedos da mão um pouco erguida.

Como o butim era de R$ 302 milhões, o sonho com um gasto de poucos reais poderia ser alcançado. E mais uma vez repito que é jogo de baixa renda porque entre os estados que tiveram maior número de premiados ficam no Norte e Nordeste, é só entrar no site da Caixa.

Confiteor

Nós da mídia temos o mau hábito de mostrar excessos reclamatórios sobre tudo e todos. Vejam o caso da posse de Jair Bolsonaro. Reclamaram que o discurso não incluiu uma medida que ele tomará em seguida, como se fosse obrigação do que assume o Poder enumerar prioridades quando um ato como esse pede mais uma declaração de princípios. Imagina só, há dezenas de prioridades – por assim dizer – e se cobrou de Bolsonaro uma ou duas, como a afirmar que o resto não tem pressa.

Preso por ter cão…

Se ele fizesse isso, cairiam de pau em cima – para variar – dizendo que deveria ter focado essa ou aquela urgência de gestão. Cada cabeça uma sentença, então um discurso de posse deveria ser mais longo que os de Leonel Brizola ou de Fidel Castro nos velhos tempos. Os 40 minutos que Dilma Rousseff despejou palavrório seria curta-metragem.

…preso por não ter cão

Somos incorrigíveis, com o agravante que boa parte da mídia impressa mal consegue fingir a antipatia que sente pelo capitão. Ou então, é uma estratégia de uma martelada no cravo e outro na ferradura. Funciona assim: você enche o cara de porrada verbal afirmando que ainda está em campanha e, para não passar recibo de que detesta o gajo, dá-lhe uma bela ensaboada cheirosa, mas que quase sempre é perfumaria.

Os vociferantes

O que Bolsonaro mostrou, mais uma vez, é que de trouxa ele não em nada. O lance de mulher dele falar – e em Libras – tirou do repertório crítico que ele é contra o “empoderamento feminino”, que é a favor do masculino antes do feminino etc. Cá entre nós e nosso barbeiro, foi uma bela sacada. Ninguém fez isso antes. Tirou munição de um bocado de vociferantes.

A cabeça dos outros

De qualquer forma, dificilmente nós conseguimos colocarmo-nos – de verdade – na cabeça, não só daquele enorme povaréu que foi a Brasília assistir à posse como também dos eleitores e até em parte de quem não votou nele. Imaginem o que o Zé Ninguém sente quando o presidente fala na família, em Deus e mostra isso através de palavras e gestos. Michele Bolsonaro dando dois beijos no marido, o que vocês acham que homens e mulheres acharam da cena?

Assim com o homem

IMG-20190101-WA0172A convite do Presidente Jair Bolsonaro, e do vice, General Mourão, o deputado estadual mais votado do RS, Luciano Zucco (PSL), participou de todas as etapas da solenidade de posse.

Zucco deve aproveitar a proximidade para buscar apoio federal para implantar iniciativas nas áreas de segurança e educação, duas de suas principais plataformas para exercer seu mandato na Assembleia Legislativa.

Foto: Divulgação

Estreitando relações

Ricardo Salles, Ana Pellini, Jose Truda Palazzo Jenior e Marcel van HattemO deputado federal eleito Marcel van Hattem (NOVO-RS), escolhido líder da bancada do NOVO, tentou ir à posse do maior número de ministros do novo governo  de olho em futuras parcerias Durante a posse de correligionário Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente, Marcel encontrou-se com Ana Pellini, então Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do RS e diretora-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) no período em que Marcel atuou como deputado estadual entre 2015 e 2018.

Foto: Divulgação

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