A gravata francesa

10 fev • A Vida como ela foiNenhum comentário em A gravata francesa

Uma gravata francesa Hermès por um carro nacional, que tal essa? Walter Seabra, que redescobriu as Ruínas de São Miguel, que tinha virado tapera nos anos 1970, era uma figura excepcional. Nos últimos anos de vida, foi diretor da Rede Plaza de Hotéis e foi nessa condição que aceitou a carona do doutor Jorge.

Seabrinha, como era conhecido, estava saindo do Plaza São Rafael indo para casa quando o doutor lhe ofereceu uma carona no seu carro blindado. Lá pelas tantas, ele se virou para o carona, que estava uma fina gravata francesa Hermès.

– Seabra, que gravata bonita!

Quando chegou em casa, o diretor do Plaza se viu na obrigação de fazer uma gentileza para o amigo. Acondicionou a gravata em fino estojo e a enviou para a casa do doutor.

Meses depois, a cena se repetiu. Na saída do hotel, o doutor Jorge ofereceu uma carona. No trajeto para casa, os papéis se inverteram.

– Jorge, que carro bonito!

Resumo da história, sem gravata, nem carro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

« »