A estrada do inferno

31 mar • A Vida como ela foiNenhum comentário em A estrada do inferno

Estávamos bebericando nosso cafezinho diário na Cafeteria Chaves, Centro de Porto Alegre, quando alguém falou alguma coisa sobre ter que ir a um urologista. O professor Edson, uma espécie de Mister Bean com PhD, estava atento ao assunto. Como ele nas horas vagas vende bijuterias, dissemos a ele que poderia ser “orologista”.

– Ourologista – falou ele sério, com o dedo professoral fazendo um ponto e depois vírgula no ar.

Depois que a roda se dissolveu como neve ao sol do Saara, fui ao estacionamento pegar o carro e me deparo com o alegretense Djedá. Sabedor que gosto de causos, contou um que vem do tempo em que ele e a então vereadora porto-alegrense Sônia Santos, do PTB, percorriam o interior gaúcho para a pré-campanha ao Senado.

Quando chegaram à cidade de Tenente Portela, Norte do estado, um morador pediu que ela se empenhasse para melhorar a rodovia entre esta cidade e Palmitinho, que ficava um horror com barro.

– Leva três horas para chegar até lá – queixou-se ele.

Sônia fez as contas e com mapa na mão viu que o trecho tinha apenas 27 quilômetros. Ficou espantada com o tempo que levava para percorrer o trecho. Mas seria a estrada tão ruim assim?

– É até pior, dona Sônia. Até cavalo raspa embaixo.

Só faltou dizer que rebentava o cárter do equino.

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

« »