A churrascaria eterna

29 ago • Caso do DiaNenhum comentário em A churrascaria eterna

 Combinemos, irmãos em armas, um dos melhores cheiros que existem é o de uma carne sendo assada no espeto. O cheiro de churrasco faz a gente salivar, ainda mais quando se está com uma fome canina. Acontece comigo quase todos os dias. Quando busco meu carro no estacionamento dos funcionários do Jornal do Comércio, minhas narinas são covardemente preenchidas com o cheiro inconfundível de assado, às vezes de dois, daí que minhas papilas gustativas entram em transe e meu estômago ronca forte.

 Explico. Ao lado do estacionamento fica um pequeno hotel de passagem da Polícia Civil, evidentemente, que a maioria é de policiais do interior do Estado. E eles quase que diariamente fazem um churrasco. Imaginem eu de estômago vazio, o que digo para meu estômago? Não bastasse eles, no lado oposto, pouco adiante da rua Inácio Montanha, fica outra organização policial, um sindicato, do qual também emana o odor inconfundível de carne na brasa. Um o meu estômago pode entender, mas dois, não mesmo.

 Desde meus tempos de reportagens policiais reparei que polícia gaúcha adora ou churrasco ou carreteiro. Como indenização por dano moral, novamente meu estômago quer os dois ao mesmo tempo.

 Quando encontro os dois à feição, pago.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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