A brusca volta

10 jul • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em A brusca volta

Foi como uma migração de gnus. Já um mês hordas deles fizeram sua viagem em busca de pastagens mais verdes e, agora, retornam às pradarias de origem. Ainda restaram alguns que estão devorando o pouco capim que restou. Mas, em uma semana, eles também farão a viagem de volta.

Eldorado de latão

Foi assim a cobertura da Copa do Mundo pelos gnus – os jornalistas e técnicos que saíram do Brasil em busca do Eldorado do Hexa. Não deu, como sabemos todos, e agora resta às direções de programação e comercial dos veículos reorganizar a vida sem a seleção brasileira. Certamente, o comercial é quem mais vai lamber as feridas, posto que se previa a glória, que sempre traz mais faturamento.

Pausa de caneca

Vamos ficar só no negócio das canecas com o logotipo Brasil Hexa. Quantos milhões delas não nasceram?

Bode expiatório

Acordamos todos e, abrindo a janela, deparamo-nos com o Brasil de sempre, as guerras e atentados de sempre, os desastres naturais de sempre e, exceção, o caso da gurizada presa em caverna na Tailândia teve ampla cobertura. O bode expiatório, depois que todos estiverem a salvo, vai ser o professor, que levou a meninada. Vai sobrar para ele, ah se vai!

Outra volta no parafuso

As redações já estavam mais magras por conta do passaralhos (*) anteriores, quando as verbas publicitários fizeram os veículos de comunicação abrir mais um furo no cinto, bem no finzinho. Ou outra volta no parafuso, livro de Henry James. Por isso, durante a Copa, parecia que não havia notícias realmente novas.

(*) gíria de redação que significa demissões em massa de jornalistas

Cheiro de lança no ar

Havia notícias novas, sim, senhores, e não só na Tailândia. Notícias sobravam, faltaram é jornalistas a escarafunchá-las. E, quase na linha de chegada da volta dos gnus, veio o caso Lula. Foi uma patuscada. Feita sob medida para ser um rutilante factóide, que por enquanto só movimentou parte da militância na colina do xadrez curitibano.

O passado presente

O que deu errado na escolha do dia para entrar com o habeas corpus de Lula foi que o desembargador plantonista -que tentou mas não levou à soltura do ex-presidente- tinha notória ligação com o PT. Antiga, é verdade, mas ainda fresquinha. Assim que veio a lume a notícia, logo após o nome de Rogério Favretto, enfileiraram-se estas ligações estreladas, desde os prefeitos e governador petistas de Porto Alegre, até o fato que ele ganhou o posto pela caneta de Dilma Rousseff. Não tinha como ser diferente. Ninguém escapa do seu passado. Ele está sempre à sua frente.

Valei-nos São Cristóvão!

Das 42 mortes no trânsito de Porto Alegre, no primeiro trimestre de 2018, 22 foram de motociclistas. Tá bom assim ou querem mais vinagre na salada?

Na pressão

Só quem pode botar pressão em Donald Trump na guerra tarifária que desencadeou contra a China são os empresários republicanos que perderão negócios, especialmente nos estados com senadores republicanos. Mas Trump tem um topete que sai da frente.

Geração de empregos

Jornadas Santa Cruz 09.07 (1)Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, recebeu, nesta segunda-feira, as Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho. Abrindo o ciclo de palestras, o deputado federal e idealizador da modernização trabalhista, Ronaldo Nogueira, defendeu o crescimento do país neste primeiro ano da nova lei. “O Brasil real é de 27 milhões pessoas que precisam voltar ao mercado de trabalho. O Brasil tem riqueza para isso. E o Brasil vai produzir mais de um milhão de empregos formais em 2018”, projetou Nogueira.

Crítica ao trabalho informal

Fechando as Jornadas em Santa Cruz, o ministro do TST Aloysio Corrêa da Veiga criticou a informalidade que existia antes da reforma. “A mudança da lei da trabalhista não será o milagre para as mais de 30 milhões de pessoas que esperam entrar no mercado de trabalho. Nós temos que encontrar meios e mecanismos de trazer essas pessoas da informalidade ao mercado de trabalho”, concluiu o ministro.

Jornadas na Região Metropolitana

A próxima edição das Jornadas acontece nesta terça-feira, dia 10, em Canoas. O Canoas Parque Hotel recebe o público a partir das 12h. O calendário completo está disponível no site www.ibecnet.com.br e as inscrições são gratuitas.

Crédito: Divulgação/Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho

Leia e assine o JC clicando aqui.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

FacebookTwitter

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

« »