A arte não imita a vida

24 jan • A Vida como ela foiNenhum comentário em A arte não imita a vida

O primeiro filme pornô exibido em escala comercial foi Garganta Profunda, em 1972, e o segundo, Calígula, de 1979. Foi como se um asteroide tivesse atingido o seio da tradicional família gaúcha, especialmente o segundo porque mostrava sexo explícito nos bacanais, aliado ao fetiche, às orgias da Roma antiga. Passou no Capitólio. O filme não era para se pornô puro, mas trocaram de diretor tantas vezes que ele se transformou, literalmente, numa suruba.

O cinema lotou na primeira semana. Na sessão que fui (sim, donzelas castas e senhoras pudicas, eu fui ao pecado), notei que um casal já maduro que estava duas fileiras à frente, passou o tempo todo cochichando, só se ouvia os sibilados “SSSS” desse tipo de conversa quase inaudível. Acho que só faltou ela dizer “ai que nojo! mas hoje já não tenho tanta certeza.

A horas tantas de projeção apareceu um escravo transando com uma cortesã romana. O cabra estava deitado de costas e ela foi subindo até chegar no Monte Everest e depois desceu. O tamanho da orgânica régua de cabeça colorada era realmente descomunal. Neste momento os dois ficaram estáticos e sem os SSSS, olhando direto para a tela. De repente, ela disse algo na orelha dele. Sem tirar os olhos da tela, ele falou audivelmente.

– Mas é de borracha!

Provavelmente o cara deveria ter um membro “bico de bule”. Foi a única explicação que lhe ocorreu depois da cobrança da mulher.

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