• Me engana que eu gosto

    Publicado por: • 24 nov • Publicado em: Notas

     No jornal impresso, você vai e volta nas páginas; na web, sei por experiência própria, que o internauta é preguiçoso, irrita-se com anúncios que enchem a tela, não rola a tela ou rola pouco, pelo menos o leitor comum. Na comercialização de espaços, sabemos que anúncio não necessariamente se transfere de plataforma, então, o volume publicitário esperado pode ser enganoso. Temos exemplos aqui, nem preciso dizer o nome dos veículos.

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  • A lembrança pendurada

    Publicado por: • 24 nov • Publicado em: Notas

     As estatísticas podem mostrar que o exemplo que darei em seguida é irrelevante, mas não sei não se é. O cara que entra num pé-sujo de fim de linha e pega o jornal que o dono disponibiliza aos fregueses, não pode fazer isso com o virtual. Não dá para pendurar um tablet ou note para o freguês folhear. Então, em vez de uma edição do jornal ser lido por dez, vinte ou mais leitores, na tela é lida por uma pessoa por vez. Não esqueçam: quem não é visto não é lembrado.

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  • Lucros

    Presidente BNDES

    Publicado por: • 24 nov • Publicado em: Notas

     Apesar de todas as crises, o BNDES é um dos bancos mais lucrativos do mundo, informou o presidente da instituição, Paulo Rabello de Castro, emendando: “Isso não se diz, isso é uma coisa que se confessa. Por isso, reduzimos o spread dos financiamentos”. Foi aplaudido pelos empresários que o ouviam, ontem, em Curitiba.

     Foto: Afonso Licks

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  • Ninguém sabe nada

    Publicado por: • 23 nov • Publicado em: Caso do Dia

     Assisti a um documentário de duas horas sobre Winston Churchill na TV5, francesa. Um primor, como todas as produções desse excelente canal. Descobri como o pequeno Winston sofreu porque amava seu pai e ele só fazia esculhambá-lo, e como fracassos militares retumbantes – entre elas tentar invadir a Alemanha na I Guerra Mundial pelos Dardanelos (Galipoli) – o colocaram em profunda depressão para depois dar a volta por cima: o tanque de guerra foi ideia dele. Tantas novidades.

     Então me dei conta da minha pequenez. Quanto mais você sabe, menos sabe. Variação de só sei que nada sei (Sócrates) e trocaria tudo que sei pela metade que não sei (René Descartes). Apenas para efeito de demonstração, se acho que sei 1%, quando adquiro mais conhecimento, o porcentual cai para 0,5%, e assim sucessivamente.

     Não sabemos nada, ao fim e ao cabo.

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  • Inglês de rádio

    rádio

    Publicado por: • 23 nov • Publicado em: A Vida como ela foi

     Antes do surgimento do radinho de pilha, os rádios caseiros eram enormes e tinham opção de sintonizar ondas curtas, médias e longas. Sinto falta disso, gostaria de ouvir emissoras de países longínquos pelas ondas curtas, cheias de estática, que ficava um tempão enchendo o saco. Contam que, naqueles tempos, dois amigos que não se viam encontraram-se em um bar. Um deles disparou uma frase em inglês.

     – How do you do, my friend?

     – Rapaz, quanto tempo! Tenho uma inveja de ti, sabes falar inglês. Eu não consigo. Por mais que me ensinem, não consigo falar inglês.

     – É porque te ensinam errado. Faz como eu, todas as noites eu sintonizava a BBC e escutava, escutava, até que, aos poucos, aprendi a falar inglês.

     – Olha, vou tentar esse teu método.

     – Faça isso. Ficará surpreso com o resultado.

     Despediram-se e ficaram de se encontrar no mesmo lugar em um ano. Doze meses depois, avistaram-se no mesmo bar. O que sabia falar inglês resolveu testar o outro.

     – Now you know how to speak in English?

     A resposta veio rápido.

     – Bzziuzzzbzibziiuuuu.

    Imagem: Freepik

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