Uma tampinha como testemunha

8 jan • A Vida como ela foiNenhum comentário em Uma tampinha como testemunha

“…o Coelho engoliu um desmentido maior e mais indigesto que sapo barbudo”.

No início dos anos 70, a Antárctica comprou no maior sigilo a Cervejaria Polar, de Estrela. Eram outros tempos e acionistas minoritários não tinham os direitos que tinham hoje. Muitos entraram pelo cano, e não foi cano de barril de chope. Era titular do Informe Especial de Zero Hora o falecido e inesquecível jornalista Carlos Coelho. Sabujo velho, pai de todas estas colunas que andam por aí, farejou o negócio e deu uma nota na sua coluna. Deu rebuliço do grande. Como ainda faltavam detalhes para fechar o negócio, ambas as partes negaram veementemente a transação e Coelho foi obrigado a engolir um desmentido maior e mais indigesto que um sapo barbudo. Dias depois, estava Coelho e este que vos escreve no bar Porta Larga, que ficava ao lado e ZH, quando alguém pediu uma cerveja Antárctica. O Coelho pegou a tampinha e, olhando por olhar, ficou surpreso ao ler na borda que estava escrito “Fabricado pela Cervejaria Polar”. Confirmado. Coelho voltou para o jornal e confirmou a transação. Via tampinha. Desta vez, ninguém desmentiu.

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